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Tradição 11 · 6 de novembro

Bill, o corretor

Tradições diárias · 6 de novembro

A ameaça

Bill W. contou esta história contra si mesmo durante anos. A quebra do jogador de beisebol tinha funcionado de forma espetacular, e a reação de Bill não foi de cautela (Levar Adiante). “Logo eu estava na estrada, distribuindo alegremente entrevistas pessoais e fotografias. Para meu deleite, descobri que eu também podia chegar às primeiras páginas, como ele. Além disso, ele não conseguia manter o ritmo de sua publicidade, mas eu conseguia manter o meu.” Leia de novo. Ele estava competindo. Com um membro, por centímetros de coluna. “Na época, aquilo parecia a coisa certa a fazer. Sentindo-me justificado, eu me deliciava. Que emoção me dava ler aquelas reportagens de duas colunas sobre ‘Bill, o corretor’, com nome completo e fotografia, o sujeito que estava salvando bêbados aos milhares!” Ele se chamava de o quebrador de anonimato número um de A.A. E aqui está a parte que o torna digno de confiança: não era bem verdade. O diário de Lois mostra que ele mal saiu de Nova York naquele ano, e suas quebras de verdade vieram dois anos depois. A própria biografia de A.A. diz isso — “Mas a verdade é que ele não agiu segundo esses sentimentos” — e explica por que ele contou pior do que foi. Ele “nunca temia usar a si mesmo como exemplo negativo (algo que não faria com mais ninguém).”

Para refletir

Bill se acusou em público de uma quebra que não chegou a cometer, porque usaria a si mesmo como mau exemplo e nunca outra pessoa. De quem eu lanço mão como exemplo quando quero que um argumento pegue?

Fundamentado em: Levar Adiante (o relato do próprio Bill e a correção do livro).

Tradição 11

“Nossa política de relações públicas baseia-se na atração em vez da promoção; precisamos sempre manter o anonimato pessoal na imprensa, rádio e filmes.”
Leia a Forma Longa (pp. 563–566). A forma curta, nas pp. 561–562, é a que todo mundo cita — mas é na Forma Longa que as Tradições realmente dizem o que querem dizer. A cláusula “nenhuma outra afiliação” da Tradição 3, por exemplo, existe somente na Forma Longa. Essa única cláusula é o motivo pelo qual nenhum centro de tratamento pode ser dono de um grupo de A.A. A maior parte do que circula na internet a ignora.

E uma distinção que vale a pena manter clara: as Tradições são governança, não teologia. Elas obrigam os grupos de A.A. e a Irmandade — não os indivíduos, nem empresas de fora. Foram adotadas em 1950 para impedir que A.A. fosse possuído ou cooptado. Não são um manual para a sua vida pessoal.

Tradições diárias é um recurso educacional independente da Recovery Starts — não é literatura oficial de A.A., não tem vínculo com a Alcoholics Anonymous World Services e não é orientação médica. As Doze Tradições são propriedade de A.A. As referências de página são do Alcoólicos Anônimos, 4ª edição (o Livro Azul, em inglês): forma curta 561–562, forma longa 563–566. Se você estiver em crise, ligue para o 988 (Suicide & Crisis Lifeline, EUA; peça um intérprete de português) ou, no Brasil, para o CVV no 188.