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Tradição 8 · 12 de agosto

A Auditoria Certificada

Tradições diárias · 12 de agosto

Antes da Tradição

Mais cedo ou mais tarde você vai ouvir dizer que alguém, em algum lugar, está ganhando dinheiro com A.A. Era uma preocupação real antes de as Tradições existirem. A Tradição 8 diz com clareza: A.A. permanece “sempre não profissional”. Ninguém jamais é pago pelo trabalho de Décimo Segundo Passo — levar a mensagem ao bêbado que ainda está bebendo. Tudo se desfaz no momento em que a própria mensagem é vendida. Até os fundadores de A.A. já foram julgados por isso. Dr. Bob e os Bons Veteranos relata: “Em 1942, correu por Cleveland a história de que o escritório de Nova York e o Livro Azul não passavam de um golpe.” Depois de um jantar com pouca gente, os coordenadores dos grupos locais levaram Bill W. e o Dr. Bob a uma sala de hotel onde esperavam um advogado e um contador. A acusação: os dois fundadores teriam dividido US$ 64.000. Bill escreveu (em Alcoólicos Anônimos Atinge a Maioridade) que “por acaso tinha comigo uma auditoria certificada de todos os nossos assuntos desde o começo.” Os livros mostravam que o dinheiro mantinha o escritório funcionando. Nenhum alcoólico jamais fora cobrado por ajuda. O Dr. Bob vivia com trinta dólares por semana e nunca havia recebido royalties. A comissão pediu desculpas. O veredicto do próprio Bill: “Este foi um dos casos-teste dos quais surgiu a Tradição de A.A. sobre o profissionalismo e os trabalhadores remunerados.”

Para refletir

Alguém primeiro levou a mensagem até mim. Foi o Décimo Segundo Passo — um bêbado, de graça, sem querer nada — ou alguém estava sendo pago para me trazer até aqui?

Fundamentado em: Dr. Bob e os Bons Veteranos (os boatos de Cleveland); Alcoólicos Anônimos Atinge a Maioridade (a auditoria; os casos-teste).

Tradição 8

“Alcoólicos Anônimos deverá manter-se sempre não profissional, embora nossos centros de serviços possam contratar funcionários especializados.”
Leia a Forma Longa (pp. 563–566). A forma curta, nas pp. 561–562, é a que todo mundo cita — mas é na Forma Longa que as Tradições realmente dizem o que querem dizer. A cláusula “nenhuma outra afiliação” da Tradição 3, por exemplo, existe somente na Forma Longa. Essa única cláusula é o motivo pelo qual nenhum centro de tratamento pode ser dono de um grupo de A.A. A maior parte do que circula na internet a ignora.

E uma distinção que vale a pena manter clara: as Tradições são governança, não teologia. Elas obrigam os grupos de A.A. e a Irmandade — não os indivíduos, nem empresas de fora. Foram adotadas em 1950 para impedir que A.A. fosse possuído ou cooptado. Não são um manual para a sua vida pessoal.

Tradições diárias é um recurso educacional independente da Recovery Starts — não é literatura oficial de A.A., não tem vínculo com a Alcoholics Anonymous World Services e não é orientação médica. As Doze Tradições são propriedade de A.A. As referências de página são do Alcoólicos Anônimos, 4ª edição (o Livro Azul, em inglês): forma curta 561–562, forma longa 563–566. Se você estiver em crise, ligue para o 988 (Suicide & Crisis Lifeline, EUA; peça um intérprete de português) ou, no Brasil, para o CVV no 188.